terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dos Rostos que esquecemos.


  Quem nunca ao andar pelas ruas da cidade se deparou com aquele rosto que há anos não se via, seja de um amigo (a) ou a professora do colégio que nem se lembra mais de você e que provavelmente ao passar ao seu lado será a última vez que a vê. Há tantos rostos escondidos em nossas memórias que alguns não chegaram a ser lembrados jamais.
 Nesses desencontros da vida aonde nos esquecemos de lembrar que esquecemos, tão pouco há espaço para as lembranças, há rostos que cruzam com os nossos pelos vidros dos carros, pelas escadas rolantes do shopping, rostos que em algum momento da vida fizeram parte de um contexto. Quantos de nós ainda mantemos contato com o melhor amigo da primeira série? Quantos já se perguntaram como estaria a vida dessa pessoa hoje?
  Talvez para uma geração de tanta informação somente o necessário é útil e fundamental, não estou aqui defendo o fato de termos que lembrar de todos ou de lembrarmos de rostos que hoje já mudaram com o tempo, rostos hoje marcados com outras expressões. Estou aqui para lembrar o quanto somos pequenos e grandes ao mesmo tempo, o quanto somos tudo e nada e como não há força para um domínio total da mente, e o quanto é fundamental acreditar que a lógica da vida é um mistério, somos esse emaranhado de lembranças e esquecimentos.
  Quantos já se foram e mal sabemos como se foram, e não tivemos notícias porque simplesmente aquele rosto ficou esquecido, já não havia lugar para ele na nossa mente consciente, há novos rostos, que se fixam e que possivelmente ao abrirmos outros caminhos não nos lembraremos mais. Pense em algum amigo da infância ou um simples coleguinha de classe e que após aquele período, jamais o tenha visto de novo. Será que não cruzou pelo seu caminho ao voltar para o trabalho, ou será que hoje ele já se foi e você também irá morrer sem saber que ele se foi primeiro que você. Parece triste, angustiante mais é um fato muitas vezes despercebido por esse mar  de existência que nos cerca.

Jefferson Elias
27/12/2011

Um Grande Ano novo a todos! E que 2012 possa trazer muitas expectativas boas a todos, com muitos projetos e realizações.
Grande abraço

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Uma Duas" de Eliane Brum

  Há uma semana terminei de lêr "Uma Duas" da jornalista e escritora Eliane Brum, a gaúcha que tenho o prazer de acompanhar desde a primeira vez que entrei no site de Época e li uma de suas colunas fiquei impressionado com tamanha sensibilidade humana, a cada palavra o seu mundo se abre a uma nova possibilidade não vista até então. Sendo está a terceira obra que leio , depois de "A vida que Ninguém Vê " e "O olho da Rua", a quarta obra da jornalista é simplismente sensacional, além de sensacional é escrita de uma forma totalmente inovadora e ousada.
  A relação entre mãe e filha, contexto do livro, é um convite a o mais puro e incondicional relação entre amor e ódio, Eliane descreve no romance a vida cotidiana de Maria Lúcia e Laura, em um cotidiano marcado pelo lugar em que as duas se vêem como inimigas e estranhas , e ao mesmo tempo descobrem que são partes uma da outra, o quanto eu escrever aqui será pouco para descrever tamanha complexibilidade entre mãe e filha , a minha sugestão e dica de leitura nesse simples blog, é que de alguma maneira comprem ,peguem emprestado e compartilhem essa imensa viagem rumo as angústias, felicidades e realidades inerentes a condição humana.
  Eliane Brum é uma das escritoras brasileiras da qual devemos destacar importância e respeito pelo trabalho e coragem de escrever sobre pessoas comuns ( que são em sua maioria extraordinárias), pro leitor que ainda não teve a possibilidade de conhecer um pouco sobre a jornalista e escritora aqui fica o site da revista época para conhecer alguns de seus textos e mais uma vez a dica do livro.

 http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/eliane-brum/
 
Autor: Jefferson Elias

Desejo a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos. Grande abraço e Boas Festas !
 

sábado, 12 de novembro de 2011

23


Sinceramente não há pra onde fugir,
o lugar pra se enfrentar tudo é aqui.
a arena e o jogo pelo qual irá se triunfar
é esse.
Não haverá outro tempo , não havera outra oportunidade.
Por tanto , sem pressa , na paz e na pressão
invente maneiras de ser feliz , de buscar algum sentido pra vida.
Preste atenção no vento que sopra teu rosto ,
preste atenção na casa desarrumada , e lembre-se
o quanto isso é vivo , não seja certinho (a) demais ,
quebre o gelo , sorria pra vida.
Jogue bola com o vizinho, diga bom dia ao mal humorado,
e acima de tudo escute os mais velhos , talvez se sentirão
melhores ao despejar um pouco de experiencia em você.
Não guarde rancor, se não quiser perdoar , apenas esqueça.
E tenha sempre em mente que cada momento deve ser aproveitado,
com calma , ou talvez com pressa , vai depender de você saber.
E não pense que não fez nada da vida , lembre-se que mesmo assim
a vida fez algo em você , aprenda a olhar o passado, ele com certeza
será um grande reflexo na sua decisão presente e futura.

Autor:  Jefferson Elias

Fiz esse texto como um presente de aniversário a mim mesmo , como forma de mostrar a quem interessar o quanto tem sido importante cada momento da vida , seja nos feliz ou nos momentos triste , há razão pra viver. 
Obrigado a todos que acompanham esse blog. Grande Abraço

Jefferson Elias

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"Plutão"

A dor quando vem  não mede ninguém, 
chega e te faz refém.
As vezes leva embora toda a esperança
que da vontade de voltar a ser criança,
pra não entender aquilo que te faz doer.
Preciso dizer, doa a quem doer,
ja dizia o clichê

A dor não tem fim, me faz parecer
que ninguém mais pensa em mim,
mais prefiro assim, eu e a dor sozinhos.
Jogo fora toda a alegria de outrora,
pra que talvez possa florescer algo
que me faça amadurecer e crescer.

Jefferson Elias
17/10/2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Sobre as pessoas o q são o q tem....



Estive pensando sobre as pessoas o quanto são singulares e ao mesmo tempo idênticas.
Sabe às vezes esperamos o que as pessoas não tem para nos dar.
Moldamos na forma do nosso querer.
Tiramos delas o direito de ser livre.
Livre na vida, livre nas atitudes, livre no comportamento.
Acredito que somos um pouco egoístas na forma de querer que as pessoas interpretem nossos sonhos, vontades e alegrias.
Queremos às vezes o que não podemos ter, talvez por força da circunstância.
Vamos ser mais felizes quando aprendermos que as pessoas são livres, singulares e idênticas.
Espero o dia de poder limitar-me a mim, sendo assim acredito q os outros serão os outros na sua forma mais autêntica de ser e viver...


Autora: Vanessa Savioli
05/10/2011

*
Parabéns pelo texto Vanessa . Sempre um prazer deixar aqui aquilo que você escreve com o coração.
Jefferson Elias

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

TABACARIA (Álvaro de Campos )

Como ando com a cabeça meio vazia (o que não é raro), deixo aqui pra meus visitantes nesse espaço uma poesia de Álvaro De Campos.


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro.

11 de Setembro.
Hoje senti saudade daquilo que ainda nem perdi,
aquela saudade que sai do coração e vai nem sei pra onde vai.
vai pra onde jamais poderemos conhecer, pro lado
invisível da vida.
e não estou falando de religião, estou falando daquilo que não
presumo em definir , porque é além daqui de mim.

Jefferson Elias
11/09/2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"Outros Caminhos "

"Nossas ideias são fundamentais,
nos fazem progredir ou ficar na mesma estrada.
Nos dão rumos diferentes, tiram aquelas amizades
que outrora eram tão importantes, e que levamos até
o fim da vida.
Seguimos a viajem ainda assim , poderemos reencontrar
aqueles velhos amigos da infância, ou simplesmente
eles jamais passarão por nós de novo.
 
Cada um no seu pedaço de vida ,cada qual no seu MUNDO,
talvez seja essencial essa perda , talvez essa seja a liberdade,a
liberdade de abrir os braços e se jogar no desconhecido,
cruzar destinos, abrir caminhos até se encontrar."

 
Jefferson Elias
29/08/11

sábado, 20 de agosto de 2011


“Eu gosto é desse medo do incerto,
desse acaso, desse nó na teia do tempo...
desse cheiro de vida relativa.
Porque amanhã é sempre incerto,
coberto por uma nuvem cinza,
e o que vem a dar certo é algo belo
inesperado,
tentando dosar, esse copo de entusiasmo com
a existência nua e crua, sigo viajem pela
ponte frágil da vida”

jefferson elias 20/08/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Humano

A gente não sabe o que quer,
vive nessa ilusão de evolução.
Mergulhado nessa distração da mente,
não sabe se mente ou diz a verdade,
diz que aquilo é a realidade.
Que mal se da conta da verdade.

A gente ta perdido, pensando que está
sobre os trilhos.
Certos da direção, tentando brilhar na escuridão.
Desviando da brisa, com os pés sobre as borrachas.
Perdemos o contato com o chão, e quem sofre também
é o coração,que a cada dia pulsa fraco,
envergonha-se desse sangue frio.


Jefferson Elias
04/08/2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Intruso

Não era nem meia-noite e ele já estava focado em meios aos cadernos e livros, nada além do normal. Tudo dentro dos padrões daquela vítima rotineira, o rosto enxugado na concentração das palavras e formas. Talvez o intruso já estivesse estudado a vítima, já estivesse calculado a posição exata de sua fraqueza, sabia suas fragilidades e seus medos. Talvez fosse um pouco mais da meia-noite quando o intruso adentrou pelas janelas com um vôo que parecia um avião com uma das turbinas com falhas, o barulho era assustador , ao olhar o intruso a vítima nem mesmo percebeu sua forma ou expressão apenas seu pedaço preto de um lado para o outro, o que restava a vítima era fechar os cadernos , empilhar os livros e partir pra luta aérea com aquele objeto não identificado, que insistia em voar pelos altos das paredes e atrapalhando seu estudo pela madrugada, nada restou, pegou uma folha daquelas anotações importante e partiu pra cima, afinal o intruso talvez fosse mil vezes menor que a vítima, e abrindo a janela para que o intruso pudesse sair como um foguete pelos ares vida afora, bateu com sua folha de anotações pra  cima daquela figura. A folha deu um giro como se fosse uma espada a cortar em mil pedaços seu oponente , após o giro caiu sobre a pia e pra tristeza da vítima molhou toda sua espada-papel, aquelas anotações já não serviam para o propósito o qual ele tinha planejado, restou jogar pelo lixo, e partir para os livros emprestados da biblioteca, e com sua auto-confiança de ser superior mais uma vez se levantou e juntou suas formas para que mais do que tirasse o intruso pela janela afora deseja também tirar sua vida, encostado na geladeira o intruso o olhava e não parava com seu barulho infernal, a vítima não tinha como errar dessa vez , era matar ou matar, então lá se foi toda sua Power força , desengonçado saiu livro afora rumo a aquela pequena figura encostada na geladeira, e como um raio aquele inseto infeliz saiu pra direção contrária do livro, e como uma bomba aquele livro pegou em cheio o liquidificador em cima da geladeira , deixando assim peças quebradas por toda a cozinha ,deixando a vítima enfurecidas, aquele pequeno ser, já estava passando dos limites não restava outra alternativa do que senão partir para a arma fatal, pegar aquele Baygon na dispensa para terminar de vez com aquela luta. Então como num deboche de cowboy , a vítima pegou com toda precisão seu último recurso e como num susto o intruso passou assustado por todos os lados , a cada lado que ia, aquele líquido lhe seguia,  passou pelas panelas com aquela quentinha preparada, que após esse mar de veneno não poderia ser usada,  e pelas paredes o veneno o seguia,  foi deixando um rasto horrível que provavelmente só outra pintura restauraria toda aquela mancha. Ainda sem ser atingido o intruso seguiu rumo a janela no qual passou a todo vapor , e como num deboche de ser inferior ainda ficou parado algum momento no varal da casa, olhou para a vítima com aqueles olhos que via tudo em formato de hexágono , provavelmente lamentou não ter tirado proveito de nada ali além daquela diversão com a vítima. E já era hora de partir , ajeitou seu corpo para a direção da lua e pela madrugada se foi , chegou até aquela coisa brilhante que tanta lhe atraía, e num êxtase foi até a luz , e como ao encontro do paraíso chegou lá , “relou” sobre ela ,e como num barulho de eletricidade caiu chão abaixo, a vítima correu na janela e viu seu intruso caindo como um anjo sobre aquele espaço de ar. Fechou a janela , fechou os livros os cadernos e como num luto foi se deitar.

Jefferson Elias  25/07/2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

É necessário

É necessário que  surja um sol dentro de nós toda manhã,
É necessário se fortalecer a todo dia , aliviar a mente
e preenche-la com o que há de melhor.
É necessário ao final do dia despejar todas as nossas frustações,
decepções, nossas tristezas pra debaixo da terra, pra que talvez
delas brotem mais coragem, equilíbrio e alegria.
É necessário acreditar que o amanhã sempre será melhor , e que
o HOJE não poderia ser mais perfeito.
Do que é necessário o que realmente conseguimos fazer com toda potência com todo entusiasmo...
Viver é uma aventura imensurável e o que nos é realmente necessário executamos?
Perguntas...respostas...temos todas elas....???
Acredito que nos aventuramos a responder a perguntar...mas o que realmente fala são nossas atitudes...
O que realmente muda somos nós...
As circunstâncias...a vida...leva tempo...e se quisermos ser mais felizes temos que ousar mudar...querer...viver...
Talvez isso seja o avesso do necessário...
Ou então o que realmente se faz necessário do necessário...
Talvez hoje não perceba o quanto é necessário ser mais gente, ser mais sensível a vida que nos rodeia, será que precisamos chegar o amanhã para ver o quão perfeito o hoje se faz....
Arrisco a dizer que sempre esperamos pelo novo sem viver o novo que o dia de hoje tem para oferecer...
Passamos despercebidos em meio a turbulência do dia-a-dia...
Corremos tanto...e me pergunto...te pergunto...atrás do que mesmo???..
Perguntas não precisam de respostas...precisam de mudanças...
Mudanças a partir do que é necessário...
Partilho parte do quem me foi necessário nesse dia que talvez esteja um pouco sem cor...
Embora o sol grite lá de fora...e o arco-íris aparece em toda a multiplicidade da vida...e não como em dias de sol e chuva...no céu
Hoje o arco-íris está no dia, nas pessoas...em tudo que tem vida...

Autores: Vanessa Savioli/Jefferson Elias
Vanessa obrigado pela parceria.e espero que possamos deixar mais de nós aqui nesse singelo espaço.

 

domingo, 10 de julho de 2011

Minha Prateleira

  Não sei quando invoquei por uma dessas prateleiras de quarto que se colocam livros e outros objetos especiais pra quem os tem, pra dizer a verdade provavelmente quando criança sonhava em ter uma dessas, o fato que entrei e sai de empregos e nada de comprar essa prateleira tão sonhada. Pode não parecer, mais essa prateleira estava no meu consciente (talvez ainda mais no meu inconsciente), é aquele tipo de coisa que prometemos que compraremos todo mês e não compramos, sempre deixamos pro outro dia, pra outro mês e no meu caso pra outros anos (muitos anos), mais prefiro acreditar que só agora a mereci, talvez agora tenha sido a perfeita simetria pra ter, procurei a que queria por todos os lados em Uberlândia, e claro pensei que fosse uma tarefa simples qual mega lojas dessas que não vai ter uma prateleira de quarto?
  A busca começou pelas lojas da Av.Rondon Pacheco ,e em certa loja na verdade não encontrei nenhum modelo que me agradava, alias achei poucos modelos (nessa época todos já devem ter essa bendita prateleira e a procura deve ser pouca), e enfim no shopping da cidade encontrei e advinha? A cor não era nada agradável, uma cor que nem consigo definir aqui em palavras de tão complexa que era. Então perguntei a atendente da loja quando chegaria outros modelos, ela disse que sempre chegava e que haveria outros modelos para chegar.Então como numa gestação material , tive que esperar, e pra receber ela com mais entusiasmo, resolvi pintar a parede do meu quarto, que havia pintado a pouco tempo ,e que pela cor não havia me agradado muito resolvi pintar num azul-oceano, então durante semanas a cada dia passamos a massa corrida, e o pior foi que o horário disponível era somente durante a manhã o horário no qual o pintor(meu pai) tinha um tempo vago. Então a parede estava quase pronta era hora de checar (já alguma semanas depois) de resolver ir buscar a prateleira e torcer pra que tudo desse certo, então cheguei lá, e lá estava ela, com o design que queria, a cor que também me agradou muito. Depois foi só encaixar a prateleira na parede (que, aliás, deu um super trabalho, mais estava pronta, a parede havia sido feita pra ela e ela nascido pra parede, e meu sonho de prateleira estava pronto, depois foi só organizar os livros preferidos e já lidos, então lá ficam os livros que li (claro alguns ficaram de fora, pelo espaço), então os livros são como troféus, a cada livro lido é a vez de ganhar um espaço na prateleira dos sonhos. Resolvi talvez publicar este texto pelo fato de entender de como nossos sonhos e nossas fantasias, nossas imaginações são diferentes e que o clichê que cada ser é único e o um dos mais verdadeiros que acredito. E pra finalizar coloquei a foto real da minha prateleira dos sonhos...

Jefferson Elias
10/07/2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Do Vazio que surge...

Não vim pra dizer alguma coisa,
nessa hora que é preciso silenciar....
dessa falta de escrita , também
me sobra a sina , de que as coisas surgem                                  
do acaso.
O vazio é fundamental e essencial ao tudo.
O que seria o tudo se não existisse o vazio ?
É como se não existisse a saudade, o agora não faria sentido.
Aliás o sentido é outra coisa que não entendendo,
mais deve ser natural, o não sentido das coisas é que dão a elas
todos os sentidos.
Tem dias que é melhor nem escrever,
as vezes não há nada pra surpreender,
e já vem a vida me alertando que a rotina é uma necessidade
biológica.
 acordar, dormir , beber , rezar e amar ??
tudo se interliga, maldita hora que acreditamos
que o egoísmo é fundamental para a evolução.
desculpa, ainda acredito na Elis ,
“ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”,
entendo Lispector também , não da pra só escrever pro outro,
escrever pra si também é importante, revela esse nosso vazio
sem se preocupar com a forma , com os acentos , com as regras
gramaticais.
a anjos e demônios em cada um, as vezes é necessário trancar os
demônios na sua escrivaninha pra não ficarem tentando pendurar
em qualquer canto da casa, pra não assustarem os familiares, ou até
os amigos , que nos “conhecem”.
qual a conexão do meu texto?
Nenhuma , aquilo que se passa a mente está em que Nietzsche dizia
Além do bem e do mal.  

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DIGITAL

Chegou à banalização digital.
Onde tudo é virtual e artificial.
O Poder na ponta dos dedos,
Nos smartphones, nos Ipad´s e nas Tv´s
Agora virou moda, tudo é tela
E a vida vai se tornando uma merda

Boi, Boi, Boi da cara preta,
Pega essa criança sem um vídeo de careta
Infância perdida, brinquedos digitais.
Eu vejo uma infância, aonde as crianças irão
esquecer o cheiro da terra e a emoção de brincar com um pião
e as pipas irão sumir do céu.
Não deixarão nem o rastro do carrossel.

Como os comercias de cerveja,
digo a essa vida digital
 “use com moderação”
caso contrário perderemos.
Perderemos o valor do toque real,
do beijo fatal, e a batida do coração
pouco fará sentido.

DIGITAL

Chegou à banalização digital.
Onde tudo é virtual e artificial.
O Poder na ponta dos dedos,
Nos smartphones, nos Ipad´s e nas Tv´s
Agora virou moda, tudo é tela
E a vida vai se tornando uma merda

Boi, Boi, Boi da cara preta,
Pega essa criança sem um vídeo de careta
Infância perdida, brinquedos digitais.
Eu vejo uma infância, aonde as crianças irão
esquecer o cheiro da terra e a emoção de brincar com um pião
e as pipas irão sumir do céu.
Não deixarão nem o rastro do carrossel.

Como os comercias de cerveja,
digo a essa vida digital
 “use com moderação”
caso contrário perderemos.
Perderemos o valor do toque real,
do beijo fatal, e a batida do coração
pouco fará sentido.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Não da pra entender !

Não da pra entender tudo que não vou viver
Não da pra entender o por que não há tempo pra viver tudo que há pra viver
Não da pra entender tudo que vivi também
Aliás pouco lembro de tudo que vivi
As vezes o quase tudo é quase nada

Não da pra entender todas as possibilidades de não viver
As vezes a impossibilidade sorri pra fé
Não entendo porque insistem em buscar respostas em outros campos
Sendo que o campo pra ser viver é aqui (ou não?)
Toda a vida é aqui, o depois pode ser um nada
Não da pra entender tudo que escrevo pra você...

Jefferson Elias
23/05/2011






quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ben Carson : Mãos Talentosas




  Acho que ainda não expus aqui o fato de que amo filmes, principalmente aqueles capazes de tocar nossa sensibilidade e nossa razão, o fato é que amo filmes que realmente deixam um legado, uma mensagem, filmes que realmente são atemporais.
  Hoje tive o privilegio de ver um filme que realmente posso dizer que mudou algo no modo como podemos alcançar nossas dificuldades e acima de tudo , a extensão e possibilidade de sermos o que queremos ser , sermos os melhores naquilo que queremos.
   Confesso que ultimamente não tenho conseguido ser feliz ao alugar filmes , a maioria com os velhos clichês de filmes americanos, muita ação,balas por todos os lados , belas garotas, e pouco razão e sentimento. Mãos Talentosas: a Historia de Ben Carson é surpreendente, do começo ao final do filme , sua estória nos comove , da origem humilde a faculdade de medicina, no qual se tornou o incrível cirurgião,capaz de salvar vidas, principalmente de crianças, no filme poderá ver a história incrível dos gêmeos siameses que o Dr. Carson consegue revolucionar suas vidas.
  Bom prometi a mim mesmo que não diria muito sobre o filme , mais tenho certeza que aqueles que assistirem jamais arrependerão. Da estória de força, coragem e determinação de Ben Carson .

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Daquilo que fiz ...

Daquilo que fiz ecoa eternamente ?
Não sei , a insignificância me parece útil
mais como Gandhi  ,por mais insignificante que pareça
é de total importância que o faça.
Daquilo que fiz , poucos virão.
poucos notaram e ainda poucos notarão o que vou fazer,
mais não me traz choque , ninguém que me note
terá valor igual ou pior ou melhor que eu.
alias o que é o valor ?
Daquilo que fiz, talvez seja o motivo de eu viver feliz,
se pouco ou quase nada realizei,a areia do espaço sou eu.
Se acreditei ou não acreditei, é notável que pouco importa.
Ta, então vamos mudar o mundo, mudando aquilo que é de total insignificância
mais é de total importância que o faça.
Jefferson Elias

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Como medimos nossa vida?

  Sei que já deve ser clichê o tema, mais vou insistir em colocar aqui algumas coisas que acho importante sobre “medir a vida”. Pra falar a verdade, eu pouco sei sobre o seu máximo comprimento (ou que parece mais óbvio, nada sei), pra uma grande maioria ocidental, se está no auge da vida , quando se consegue um bom emprego , um AP novo, um carro do ano e uma boa mulher ao lado (pros homens é claro). Do lado oriental pouco me atrevo a tentar explicar o que seria um auge ou mesmo um ponto baixo da vida, o que arrisco a dizer que a espiritualidade e a disciplina com certeza estão no topo desses altos e baixos.
 Semana passada li uma reportagem que com certeza de algum modo mudou meu jeito de medir a vida, sou um fã ou um seguidor fiel da coluna e de tudo que Eliane Brum escreve, e com certeza a coluna que escreveu semana passada sobre uma psicóloga que deixa uma vida como a minha a sua e de todo o ocidente, pra se jogar e mergulhar numa missão de ajudar a salvar vidas através dos Médicos sem Fronteiras (MSF), no texto Eliane conta a história de Débora Noal, uma gaúcha que é de tirar o fôlego por tudo que fez e que ainda continua fazendo por tantas pessoas pelo mundo, Débora deixa tudo, Apartamento, móveis, familiares, animais de estimação para uma missão que ela mesma não sabe se voltará, pois a maiorias dos países que Débora vai, são zonas de conflitos violentas, das quais muitos de nós sentados em nossos sofás confortáveis jamais poderão imaginar acontecer. Mais estou dizendo tudo isso pra voltar a dizer o que disse antes, Débora resolveu com certeza medir a vida de outro ponto, de outras maneiras, da maneira que pelo menos a maioria de nós jamais poderá vivenciar, mais a vida de Débora se tornou maior? A medida da sua vida é maior que a sua a minha e a de todo ocidente?Sinto muito em dizer mais aqui nesse texto você não encontrará a resposta, pois a resposta ou a não resposta (a dúvida) fica com você, a medida da vida está em cada um de nós, estarmos por cima ou por baixo pode ser uma questão estética, ou simplesmente social, a medida da vida posso dizer que vai além, um pouco acima do sol. E deixarei o link para que todos possam entrar nessa maravilhosa história contada e entrevistada por Eliane Brum.
Vale a pena conferir:

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dúvida

A certeza não é exata
como nada é certo
na dúvida me apego
ela bate na cabeça feito martelo
Escutei que duvidar é viver,
também acredito que é sofrer,
feliz de quem tem certeza
mais ter certeza é mergulhar no irreal
desacreditar na mutação das coisas

Nada é certo ou errado
é tudo duvidável, por enquanto.
dúvida , dúvida ,dúvida
o motor humano
a angústia humana,
dúvidas de ti mesmo !



Autor : Jefferson Elias

"Mais a dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza "...Humberto Gessinger

terça-feira, 29 de março de 2011

qual o problema de ficar em silêncio ?

  Numa sociedade em que se valoriza tanto a oratória e o discurso , ficar em silencio perto das pessoas parecer ser um sinal de depressão ou solidão. Tenho reparado como falar se torna algo barato , claro que nao defendo aqui e ideia de ninguém ficar em silêncio o dia todo ou por dias , logicamente não é uma má ideia , ainda sonho com um retiro , que fique em silencio pelo menos uns 10 dias, seria muito interessante. O fato é que a grande dificuldade que vejo é a possibilidade de escutar o outro , pare e pense , quantas vezes paramos para escutar o outro, tenho certeza de que se lembra de raras "escutatórias ", quantas vezes você já ouviu falar de alguma curso de "escutatória "?. Vejo curso de oratória por todos os lados , todos querem dizer muito e escutar pouco, percebo que quando estou em casa ou mesmo na faculdade afim de falar pouco ou nada falar , sempre alguém pergunta , se tem alguma coisa errada ou se estou doente , o fato que o silencio é algo estranho a essa cultura ocidental tão "espetacular ", vejo pessoas falando sem parar , que não consigo observar o momento em que param pra respirar.
  O silencio sempre nos liga a paz , tanto interior quanto exterior , ficar em silencio significa ir além da palavra , para alguns parece um sacrifício , mais quando se descobre o ponto em que o silencio eleva o espírito humano, há um lugar que não há como descrever aqui , algo que está alem do bem e do mal . 


E como diz a música do Pouca Vogal  "Eu tenho fé na força do silêncio "....
Jefferson Elias 
29/03/2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

JAPÃO !

 O Japão sofre um desastre terrível, a notícia chega a nossas casas a pouco tempo depois. A força da natureza mais uma vez , leva a vida de centenas (ou milhares) de pessoas.  O que se pode fazer contra toda essa fúria?
 Nesse caso específico do Japão, acredito que as opções para tentar salvar alguma coisa, inclusive a vida eram poucas, mesmo estando  “preparados “ para situações como terremotos e outras circunstancias parecidas ,o Japão enfrentou até agora a mais terrível onda de destruição da natureza.
 Hoje iria escrever sobre algo da literatura brasileira, mais não poderia deixar de escrever aqui sobre a catástrofe no Japão, as imagens foram tão chocantes que ficaram gravadas pra sempre na minha memória e espero na memória de muitos humanos, o velho e verdadeiro clichê deve ser mantido , devemos tirar algo de experiência para nossas vidas, mais algo não somente individual mais sim coletivo, já que a corrente insiste em nos levar ao individualismo comercial.
 Espero haver o tempo em que as fronteiras territoriais deixem de ser mais importante que o coração humano, em que possamos ver além do próprio eu. Ah , outra coisa que gostaria de deixar aqui é que pra alguns como infelizmente já senti , é mais uma notícias dos telejornais , pra outra motivo de piada ,e para os “normais” somente algo “lamentável”. Deixo aqui a trecho de uma das minha músicas preferidas.
“Quanto vale a vida, nessa terra de Gigantes?” Humberto Gessinger


Texto: Jefferson Elias