Havia lido em algum lugar uma frase brilhante e instigante do
filósofo Friedrich Nietzsche, o problema é que a memórias às vezes nos foge, só
voltei a lembrar da frase e do impacto dela quando no meio de uma força-tarefa
(rara)em meu quarto, me deparei com o filme “Quando Nietzsche Chorou” baseado no romance de
Irvin Yalon. Bom mas voltemos a falar sobre a frase, que é exatamente essa; “Amamos
desejar mais do que amamos o objeto de nosso desejo”.Pensando sobre a frase, me deparei com nossos velhos dilemas cotidianos, que Nietzsche já havia decifrado. Quem já não comprou algo que realmente o deixasse encantado, que segundo nosso entendimento valeria cada centavo do seu trabalho árduo (espero eu) e após a nova aquisição parecia que aquilo não era realmente tudo o que queríamos. O desejo move nossas ações, pode parecer clichê a afirmativa, mas negar sua veracidade é fechar os olhos pra verdade.
É muito comum nas crianças esse amor ao desejo, afinal o objeto às vezes é deixado de lado tão rapidamente que os pais se assustam depois que compram o brinquedo ou o objeto do desejo seja o que for. Uma pena que a mídia marqueteira tenha se aproveitado muito disso, oferecendo a ilusão de nossos objetos, aguçando o desejo, que apenas quer sair do seu ponto e mover-se até saciar-se profundamente no seu objeto e depois deixá-lo só. Minhas bases psicológicas para tais observações não passam de mero fruto da investigação de um mero mortal, possivelmente a analise sobre o tema desse ser vasto. O filme ou o livro “Quando Nietsche chorou” vale a pena ser visto, nele sem querer tirar um pouco o mistério do filme ou do livro, Nietsche tem um encontro(fictício) com Josef Breuer, este que é professor do famoso Freud, no desenrolar da história é profundamente interessante o relacionamento intelectual que ambos tem. Realmente deseja uma nova vida? Quando tiver conquistado, realmente vai amar o objeto de seu desejo? ou vai desejar ter um novo desejo?
Entre esses questionamentos é importante refletirmos no quanto aproveitamos nossos objetos depois que o desejo se vai , será que estamos realmente estamos dando o real valor ao objeto? Ou só estamos em um campo minado extremamente consumista que nunca consegue nós satisfazer? Desapegue um pouco desses novos desejos (claro, não os abandone) apenas olhe ao seu redor o quanto de coisas já conquistou pelo seu desejo e tente buscar nele algum sentido que o fez adquirir-lo. E pra terminar deixo aqui um trecho de uma palestra que vi com o brilhante Mário Sergio Cortella.
“Como dizia o Frei Beto, quando eu era criança o que valorizava o tênis que eu usava era EU usar o tênis, EU dava o valor ao calçado, agora é o contrário…”
Jefferson Elias
10/12/2012
Sob medida, os grande acertos ou desacertos precisam ser feitos em nós...nossos desejos nos movem,nossa vontade é uma alavanca, seguir é uma obrigação, somos gente que precisamos saborear as pequenas coisas q dia a dia nos é dada.Viver com alegria e felicidade, valorizando mto mais o ser q o ter...
ResponderExcluirParabéns pelo blog talvez seja a medida desse dia chuvoso...