Ta bom, que além do conteúdo
sou apaixonado também pelas quantidades e coleções, principalmente quando se
trata de livros e cd´s. Ainda sou um antiquado, gosto de ter o cd em mãos, os
olhos ainda brilham quando abro aquela capa e o cd chega a reluzir pra mim,
alguns questionam porque simplesmente não baixo da internet, ta lá GRÁTIS,
claro que ferindo todos os direitos autorais (o que são direitos autorias
mesmo?). Tudo bem confesso às vezes baixo algumas músicas, geralmente aquelas
que são modas da época, ter o cd é outra coisa, vai além de ter músicas, o
objeto também me provoca,gera uma paixão, ou sei lá o nome disso, com os livros
é a mesma coisa, ter um livro de um escritor é ter pouco, gosto de ter todos ou
pelo menos tentar conseguir todos, claro não sei também se isso gera um
consumismo exagerado (bom, pelo menos não ficará desperdiçado como a maioria de
bugigangas que os outros compram), ficarão guardadinhos, separados por escritor
e por categoria, além de ser um tratamento pra minha ansiedade (e ela é também exagerada),
organizar essas coisas me da um prazer enorme, é meio que um vício, um vício
útil alguns dizem, outros acham bobagem coisa de gente chata. E como sofre um “colecionador”,
além das buscas incessantes pelos produtos, às vezes se tem a frustração de não
achar o último ou o primeiro elemento da coleção, puts, e como isso é um horror,
parece que falta alguma coisa naquela prateleira, e provavelmente sempre falta
o coração (aquele produto que séria o mais importante da série), quando vejo um
filme ou principalmente os clássicos que gosto, não posso viver sem ter ele na
estante, tem o medo de que se não conseguir aquele filme, possivelmente ele
passará desapercebido pela vida e esquecerei dele , tendo ele na estante lembro
do quanto ele tem um valor sentimental e e o mais interessante de como desperta
questões nos visitantes que as vezes aparecem em casa, fica sempre aquela
surpresa de “poxa você tem esse filme?” ou “meu deus já assisti a esse filme a
muito tempo e nem lembrava mais dele” , o jeito é se orgulhar do objeto e da
aquisição do objeto ,mais vou ficando por aqui, se não esse pequeno texto vai
indo longe demais...
Jefferson Elias
25/02/2012

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