sábado, 25 de fevereiro de 2012

Emaranhados



 Ta bom, que além do conteúdo sou apaixonado também pelas quantidades e coleções, principalmente quando se trata de livros e cd´s. Ainda sou um antiquado, gosto de ter o cd em mãos, os olhos ainda brilham quando abro aquela capa e o cd chega a reluzir pra mim, alguns questionam porque simplesmente não baixo da internet, ta lá GRÁTIS, claro que ferindo todos os direitos autorais (o que são direitos autorias mesmo?). Tudo bem confesso às vezes baixo algumas músicas, geralmente aquelas que são modas da época, ter o cd é outra coisa, vai além de ter músicas, o objeto também me provoca,gera uma paixão, ou sei lá o nome disso, com os livros é a mesma coisa, ter um livro de um escritor é ter pouco, gosto de ter todos ou pelo menos tentar conseguir todos, claro não sei também se isso gera um consumismo exagerado (bom, pelo menos não ficará desperdiçado como a maioria de bugigangas que os outros compram), ficarão guardadinhos, separados por escritor e por categoria, além de ser um tratamento pra minha ansiedade (e ela é também exagerada), organizar essas coisas me da um prazer enorme, é meio que um vício, um vício útil alguns dizem, outros acham bobagem coisa de gente chata. E como sofre um “colecionador”, além das buscas incessantes pelos produtos, às vezes se tem a frustração de não achar o último ou o primeiro elemento da coleção, puts, e como isso é um horror, parece que falta alguma coisa naquela prateleira, e provavelmente sempre falta o coração (aquele produto que séria o mais importante da série), quando vejo um filme ou principalmente os clássicos que gosto, não posso viver sem ter ele na estante, tem o medo de que se não conseguir aquele filme, possivelmente ele passará desapercebido pela vida e esquecerei dele , tendo ele na estante lembro do quanto ele tem um valor sentimental e e o mais interessante de como desperta questões nos visitantes que as vezes aparecem em casa, fica sempre aquela surpresa de “poxa você tem esse filme?” ou “meu deus já assisti a esse filme a muito tempo e nem lembrava mais dele” , o jeito é se orgulhar do objeto e da aquisição do objeto ,mais vou ficando por aqui, se não esse pequeno texto vai indo longe demais...


Jefferson Elias
25/02/2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Válvula de Escape




Como  água que desce correnteza abaixo, rumo à queda de cachoeira,
a vida desce ladeira rumo ao fim da vida,
nesse intervalo entre o fluxo do rio e o fluxo da vida
cabe a nós as escolhas feitas, é isso que deixa nosso legado.
Problemas são inevitáveis, aos mais abastados às vezes lhes são garantidos os
“controles”, que quando saem do rumo, se desesperam nos labirintos das drogas
como válvula de escape, como se o sofrimento não fosse inerente a vida humana.
Como se a paz fosse um estado permanente e nossa vida fosse controlada
a todo o momento por nós, esquecem das dificuldades que temos que enfrentar,
e dos caminhos tortos que teremos que pisar.
E aos meus amigos, assim como Nietzsche desejava aos seus , desejo,
toda a dificuldade e sofrimento nos momentos certos, para que possam saber
como suportar toda a complexidade humana, e lembrar que acima de tudo
é em nossa capacidade de superação que resolvemos nossas questões mais
obscuras.


Jefferson Elias 

20/02/2012 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

UM LIVRO PRA CADA UM.



  Ainda bem abaixo da média de leitura mundial os brasileiros parecem ter caminhado para uma diferente perspectiva (eu espero), o modo como lidamos com os livros em geral tem aumentado a curiosidade e o hobby de alguns brasileiros pela literatura, seja ela no campo da ficção, psicologia e nos famosos Best Sellers, ainda apesar de achar algumas leituras realmente um desserviço a literatura, já é um passo importante para uma sociedade que pouco soube valorizar a literatura nas últimas décadas.  Agora com a inovação das leituras digitais (que sinceramente ainda não faz meu tipo), alguns adeptos da geração digital tem entrado no clima e elevado o nível de leitura do Brasil. Ainda estamos longe do esperado, isso todos nós sabemos, mais se os pais começarem a conscientizar e tiver o mínimo de “trabalho” de levar seus filhos a visitar bibliotecas e livrarias, deixando de lado um pouco os shoppings e brinquedos que não estimulam e não ensinam nada, com certeza em todos os aspectos da vida social teremos uma mudança que possa trazer mais educação e uma evolução cultural positiva.
 Os preços de alguns livros são realmente fora de padrões de muitas famílias brasileiras, mais nada que também o cartão de crédito não possa resolver. Há algum tempo tenho notado, e esse deve já deve ter um ano ou mais, alguns sites tem feito promoções incríveis de livros fantásticos e clássicos da literatura, com descontos que podem chegar até 90% de desconto. Pois então, não é desculpa que não se pode ter um livro do lado pelo simples fato de estar caro, há poucas semanas comprei um livro que em todas as livrarias que pesquisei custava R$ 90,00 e que em um site de compras pela internet comprei com o frete incluso R$ 17, 90, para mim que sou apaixonado por livros certas ofertas assim me deixa realmente feliz por saber que é possível adquirir livros que gostamos com um valor mínimo.  Vou deixar aqui algumas referencias de sites que todos podem pesquisar e procurar livros de todos os gêneros e modelos que provavelmente encontrarão algum de valor acessível. Lembrando que não estou aqui fazendo marketing e muito menos “puxa-saquismo” de nenhuma empresa ou site, o fato é que estou indicando sites que possam ser úteis para alguém.

Sites:
JEFFERSON ELIAS
08/02/2012
 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Outra Margem

Não há nada certo e exato entre humanos,
a confiança é quebrada, a ganancia fala mais alto,
e no final das contas estamos todos indo pro mesmo ralo.
A vida passa a ser menos dolorosa quando se conta consigo mesmo,
quando se dar a amor a si mesmo é um combustível necessário e fundamental (não da pra se viver sem),
conhecer a si mesmo é um presente vital e deslumbrante, faz suportar as derrotas , esquecer as
angústias e seguir em frente.
Quem pouco se conhece acaba no chão, perdido no meio da escuridão, precisa de muitos cuidados dos outros ( afinal a felicidade é outro), não estou dizendo que não precisamos dos outros ou que devemos viver sozinho, mais devemos julgar apenas nossos conceitos, nossos valores e nossas convicções, o outro é uma outra margem do rio, achar que conhece o outro é um absurdo. É enganar a si mesmo. Há sempre o tempo para nós conhecer , é necessário uma reflexão e uma auto-crítica, e inesperdamente após isso, se não achar que te conhece, então desconheça-te a ti mesmo, e procure viver de modo que realmente gostaria, pois afinal no início e assim como no final é só você com você mesmo.



Jefferson Elias
02/02/2012