A felicidade agora como qualquer produto comercial tem que estar a disposição em qualquer prateleira de loja, como se a felicidade fosse um estado de espírito permanente. Sem querer ser exagerado (e as vezes é impossível não ser), tento imaginar como uma sociedade atual daria conta de viver se voltássemos a milhares de anos atrás quando o material mais moderno que estava disponível talvez fosse uma simples lança para caçar, qual a utilidade e o significado de uma roupa de marca, um sapato importado quando o caos se instala? Qual seria o valor desses objetos numa situação como a do navio que a poucos dias afundou ao bater em uma rocha próximo a uma ilha da Itália(será que você ainda se lembra? Ou já passou?).
Não defendo aqui o regresso, que fique bem claro. Defendo aqui o desapego, a utopia que se afirma em agregar valores em coisas que não trarão uma evolução significativa ao seu ser, compre o carro do ano , compre a camisa mais cara que desejar , mais não brigue com a mulher por causa do carro e muito menos pela mancha da sua camisa de marca, lembre-se que esses objetos não tem sentimentos como a mágoa que poderá causas aos outros. É uma provocação o que as industrias tentam fazer como nossa visão, fazendo com que a compra desses objetivos seja a realização que sempre almejou. Tente ver a vida de um jeito mais simples, é preciso pouco para se viver feliz e em paz. Ainda me recordo um exemplo maravilho que assisti no programa “Caldeirão do Huck”, onde a mãe em um estado economicamente miserável cuidava com dignidade de duas filhas, e que apesar de todas as dificuldades poderia olhar nos olhos do ser mais rico da face da terra e dizer que era digna de ter educado e ter conseguido até colocar uma das filha em um projeto de música clássica, entendeu bem , música clássica, em meio a simples casa os livros completamente organizados, as roupas em seus devidos lugares separadas de acordo com a organização da família, roupas essas doadas e que ao passo que não iriam mais sendo utilizadas por elas, as mesmas doavam para outras pessoas. Então é o tipo lugar comum , com pessoas extraordinárias, que vão além da convenção de uma sociedade que insiste em impor tanto valor em coisas fúteis. Não pretendo aqui que alguém mude o seu jeito de viver ou o modo como enxergam a realidade, meu maior desejo aqui é o olhar sobre essa reflexão.
A estória que contei acima pode ser conferida no vídeo:
Jefferson Elias
23/01/2012
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