sábado, 27 de abril de 2013

Tentamos e Lutamos ?


Quero começar este texto com uma frase de um homem brilhante e muito espiritual, que é Mahatma Gandhi, ele diz: “A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitoria propriamente dita”.
 Pois bem, desta frase refleti aspectos importantes de nossa sociedade, ou pelo menos dos grupos do qual convivo, já que sociedade abrange elementos mais amplos. A primeira visão é de que “lutar” é um peso, principalmente as novas gerações, que acham dificuldade em tudo que estão “dispostas “ a fazer, ou seja, a visão de tempo está sendo quebrada, o caminho que devemos fazer para alcançar sucesso e felicidade hoje está mais curto para nossa geração. Lembro-me, e preciso concordar com um com uma parte do texto do Roberto Shinyashiki onde ele diz que, hoje o jovem entra na empresa e se não for o gerente em 2 anos começa a pirar. Por que? Ai entro fazendo outro ponto muito importante, e esse ponto vem do Professor e escritor Mário Sergio Cortella , quando diz que a gente “deseducou” nossa paciência, e nisso ele relata também a tecnologia como uma parte importante, ele diz que antes tínhamos a paciência de tirar uma foto e ai precisávamos aguardar para revelar para ver o resultado, hoje está tudo instantâneo, o sujeito tira a foto olha e se não gostou tira mais outras 500, importante lembrar que nem o Mario Sergio Cortella está fazendo uma crítica quando a tecnologia e muito menos eu, que considero a tecnologia uma ferramenta fundamental na sociedade (e ai digo em sentido amplo), mas toda essa tecnologia tem um preço entre elas à nossa perda de paciência, comece a prestar atenção, na sua relação com o microondas, o controle remoto, e até mesmo com os fast-foods.
 O sentido das coisas foi invertido, a alegria vem à frente da luta em muitos casos, estar disposto a lutar e tentar está sendo um desafio quase insuportável a essa geração, e isso reflete em que? Em muitos aspectos, primeiro que o prático começa a ser usado freqüentemente aonde não deveria estar, e ai volto ao professor Cortella que diz que o prático nem sempre é o certo, que em muitas vezes ele é só o prático, e exemplifica: “é muito mais prático colar na prova do que estudar, e é muito mais prático roubar do que ter que trabalhar”, ou seja, será que queremos ser somente práticos? Ou queremos realmente lutar e estar envolvido na tentativa para sermos felizes?
 Outra reflexão é por que não estamos sendo felizes em meio a tanto consumo? Nunca se consumiu tanto e nunca fomos tão infelizes e depressivos como estamos neste século, será que chegou à hora de rever nossos conceitos e de começarmos a sermos mais e termos menos, afinal o planeta já não suporta mais nosso estilo de vida, e nós mesmos suportaremos até quando nosso jeito de viver?


... Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.
Dalai Lama





oBS: e por falar nisso tudo acima indico alguns livros 
- o primeiro o novo livro do Mário Sergio Cortella " Não se desespere"
- o segundo um pouco mais antigo do Dalai Lama e Howard C. Gutler " A arte da Felicidade" ,
ambos livros fantásticos para se ler. 

Jefferson Elias
28/04/2013



domingo, 7 de abril de 2013

Hora Do Ponto


Qual momento podemos fazer um balanço da vida?
Qual momento a reflexão deve ser feita?
Se muito cedo, talvez nos peguemos angustiados que muito pouco foi feito,
que nossas obras são incompletas e não há raiz alguma pra seguir adiante,
vamos perceber que há sempre o vizinho bem sucedido que está a anos-luz a nossa frente,
e a verdade é que às vezes não queremos saber da realidade!
Cada pessoa é uma escultura que é moldada à suas experiências.
o martelo, é as situações da vida que nos permitem alcançar os traços mais
belos e os contornos mais perfeitos.
E se talvez a reflexão seja feita muito tarde?
Se é que ela será feita,
se é que o tempo vai permitir...
talvez nos pegaremos a olhar o passado
com a escultura de nós mesmos prontos, onde agora é tentar enxergar
a cada detalhe dessa mesma escultura, estes que antes deixamos para trás,
pois o tempo era exclusivamente para esculpirmos através de nossas dores e alegrias,
a forma como viveríamos no futuro.  

Jefferson Elias