terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dos Rostos que esquecemos.


  Quem nunca ao andar pelas ruas da cidade se deparou com aquele rosto que há anos não se via, seja de um amigo (a) ou a professora do colégio que nem se lembra mais de você e que provavelmente ao passar ao seu lado será a última vez que a vê. Há tantos rostos escondidos em nossas memórias que alguns não chegaram a ser lembrados jamais.
 Nesses desencontros da vida aonde nos esquecemos de lembrar que esquecemos, tão pouco há espaço para as lembranças, há rostos que cruzam com os nossos pelos vidros dos carros, pelas escadas rolantes do shopping, rostos que em algum momento da vida fizeram parte de um contexto. Quantos de nós ainda mantemos contato com o melhor amigo da primeira série? Quantos já se perguntaram como estaria a vida dessa pessoa hoje?
  Talvez para uma geração de tanta informação somente o necessário é útil e fundamental, não estou aqui defendo o fato de termos que lembrar de todos ou de lembrarmos de rostos que hoje já mudaram com o tempo, rostos hoje marcados com outras expressões. Estou aqui para lembrar o quanto somos pequenos e grandes ao mesmo tempo, o quanto somos tudo e nada e como não há força para um domínio total da mente, e o quanto é fundamental acreditar que a lógica da vida é um mistério, somos esse emaranhado de lembranças e esquecimentos.
  Quantos já se foram e mal sabemos como se foram, e não tivemos notícias porque simplesmente aquele rosto ficou esquecido, já não havia lugar para ele na nossa mente consciente, há novos rostos, que se fixam e que possivelmente ao abrirmos outros caminhos não nos lembraremos mais. Pense em algum amigo da infância ou um simples coleguinha de classe e que após aquele período, jamais o tenha visto de novo. Será que não cruzou pelo seu caminho ao voltar para o trabalho, ou será que hoje ele já se foi e você também irá morrer sem saber que ele se foi primeiro que você. Parece triste, angustiante mais é um fato muitas vezes despercebido por esse mar  de existência que nos cerca.

Jefferson Elias
27/12/2011

Um Grande Ano novo a todos! E que 2012 possa trazer muitas expectativas boas a todos, com muitos projetos e realizações.
Grande abraço

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Uma Duas" de Eliane Brum

  Há uma semana terminei de lêr "Uma Duas" da jornalista e escritora Eliane Brum, a gaúcha que tenho o prazer de acompanhar desde a primeira vez que entrei no site de Época e li uma de suas colunas fiquei impressionado com tamanha sensibilidade humana, a cada palavra o seu mundo se abre a uma nova possibilidade não vista até então. Sendo está a terceira obra que leio , depois de "A vida que Ninguém Vê " e "O olho da Rua", a quarta obra da jornalista é simplismente sensacional, além de sensacional é escrita de uma forma totalmente inovadora e ousada.
  A relação entre mãe e filha, contexto do livro, é um convite a o mais puro e incondicional relação entre amor e ódio, Eliane descreve no romance a vida cotidiana de Maria Lúcia e Laura, em um cotidiano marcado pelo lugar em que as duas se vêem como inimigas e estranhas , e ao mesmo tempo descobrem que são partes uma da outra, o quanto eu escrever aqui será pouco para descrever tamanha complexibilidade entre mãe e filha , a minha sugestão e dica de leitura nesse simples blog, é que de alguma maneira comprem ,peguem emprestado e compartilhem essa imensa viagem rumo as angústias, felicidades e realidades inerentes a condição humana.
  Eliane Brum é uma das escritoras brasileiras da qual devemos destacar importância e respeito pelo trabalho e coragem de escrever sobre pessoas comuns ( que são em sua maioria extraordinárias), pro leitor que ainda não teve a possibilidade de conhecer um pouco sobre a jornalista e escritora aqui fica o site da revista época para conhecer alguns de seus textos e mais uma vez a dica do livro.

 http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/eliane-brum/
 
Autor: Jefferson Elias

Desejo a todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos. Grande abraço e Boas Festas !